Blog do Navarro
Análises e notícias do São Paulo F.C.
Justiça Trabalhista do RS não dispensou Oscar de se reapresentar ao SPFC

O meia Oscar tentou obter uma liminar na Justiça Trabalhista do Rio Grande do Sul, para impedir que a modificacão do registro no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. E mais uma vez saiu derrotado.
Apesar da derrota, o advogado do jogador, como se poderia esperar, tentou se passar por vitorioso alegando que a juíza entendeu que o atleta não teria que voltar ao SPFC. Muitos veículos de comunicação foram na onda, divulgando que “Oscar não precisará se reapresentar ao SPFC” , ou ” Justiça Gaúcha diz que Oscar não precisa deixar o Inter” e coisas do tipo.
Contudo, tal avaliação não procede.
A Juíza não afirmou em momento algum que o jogador não estava obrigado a voltar ao SPFC. Apenas afirma que a decisão do TRT-SP não especificou essa questão:
Note-se que o referido acórdão sequer define se, a partir da reforma da sentença, o atleta continua tendo vínculo com o São Paulo, apesar de estar em curso contrato com o primeiro requerido (…) ou se apenas surtiriam os efeitos de uma rescisão contratual promovida pelo atleta, sem justa causa, com as consequencias patrimoniais pertinentes, previstas no contrato ou na lei.
Obviamente, o jogador não pode ser forçado a jogar no SPFC. Mas, dependendo do entendimento acerca da decisão do TRT-SP, o registro do jogador pode (e deve) sim ser alterado.
O mais importante deste episódio é que demonstra o desespero do jogador – e de seu estafe, que induziu toda a imprensa esportiva a erro.
O desespero fica explícito até mesmo na estratégia jurídica adotada. À princípio, apenas perante o TST é que o atleta poderia requerer essa liminar.
A Justiça Trabalhista do RS não tem competência para atuar no caso, o que foi reconhecido pela própria Juíza que negou a liminar.
Mas os advogados do Oscar ignoraram isso, e fizeram a tentativa.
Assim como na Ação intentada contra o SPFC, Oscar mais uma vez tentou o bom e velho ‘se colar, colou’. E saiu derrotado.
O fato é: o jogador está ciente da situação precária em que se encontra. Ainda que o atleta venha a obter a liminar, e ganhe tempo, cedo ou tarde, será necessário acertar as contas com o SPFC.
Não é a toa que a Diretoria do Internacional, segundo informou a Folha SP, acredita que ate sexta-feira resolverá a situação com o SPFC, mediante compensação financeira no valor de R$ 9 milhões (multa rescisória do contrato com o tricolor). Como o blog já defendeu anteriormente, essa seria a melhor saída para todos os envolvidos.
O Inter provavelmente não teria lucro – somados aos R$ 7 milhões já pagos, totalizaria R$ 16 milhões investidos no atleta, cujos direitos estão avaliados em R$ 34 milhões. Como o Colorado detém 50% dos direitos, ganharia algo como R$ 17 milhões. Mas em contrapartida, continuaria aproveitando o jogador.
Para o SPFC seria uma compensação razoável. E para o jogador, seria proveitoso, na medida em que acabaria com toda essa insegurança.
Auxílio do Jota Anderson
Diretoria acerta ao definir Renê Simões como diretor técnico da base

O São Paulo anunciou ontem a contratação de Renê Simões como novo diretor técnico das categorias de base do clube – informação dada com exclusividade pelo Blog do Menon.
Renê ficará encarregado de dar um ‘padrão de qualidade’ para os times da base, e futuramente trabalhar a transição entre base e equipe profissional. Esse trabalho é muito importante e times como Barcelona, cujas categorias de base são exemplo de sucesso, atuam dessa forma: desde cedo padronizam a forma dos atletas atuarem, moldando-os para o time principal.
Sobre isso, Renê comentou na entrevista para o site oficial:
“Temos que fazer tudo bonito, mas jogar como equipe, com o objetivo do gol, pra ganhar a competição. Acho que perdemos essa beleza. Mas venho muito animado pra ver se a gente coloca essa metodologia”
Como técnico, Renê teve razoável sucesso a frente de selecões, mas não foi tão bem em clubes brasileiros. Acredito que é o caso semelhante ao de Cuca: um cara que tem talento, conhece de futebol, mas não tem o suficiente para ser um grande técnico – o que não significa, obviamente, que não possa contribuir de outras formas.
A presença de Renê em Cotia será importante não apenas para ajudar a lapidar os atletas de olho no time profissional, mas também para que os próprios garotos da base se sintam valorizados (afinal de contas, agora teremos um técnico profissional a frente da base).
A presença de Renê tambêm servirá, acredito, para a própria educacão dos atletas. No episódio do atrito com Neymar, Renê demonstrou se tratar de um sujeito que tem noção de hierarquia, de respeito e de limites. E a base, com garotos mimados e arrogantes como vocês sabem quem, precisa disso.
Sucesso do álbum de figurinhas do SPFC desperta interesse de quase 10 clubes em fazer um projeto semelhante
De acordo com Jorge Nicola, colunista do Diario SP, o sucesso do álbum São Paulo Histórico motivou quase uma dezena de clubes a procurar a Panini, com o interesse de fazer um álbum nos mesmos moldes do projeto são-paulino.
É o SPFC, mais uma vez, mostrando seu pioneirismo no marketing esportivo. O álbum Histórico, sem dúvida alguma, está tendo um sucesso avassalador. Em matéria da Maquina do Esporte, Rogê David, diretor de marketing do clube, disse que a Panini fez ”500 mil saquinhos de cromos para vender em todo o Brasil, e tudo já foi vendido apenas em São Paulo”, o que levou a editora a colocar mais 500 mil para fabricar.
Até hoje, muitos torcedores ainda buscam incessantemente o produto, que faz sucesso não apenas entre as crianças, mas principalmente entre os adultos, que curtem todo o lado lúdico de colecionas figurinhas do clube que amam.
Acredito que mais importante do que a renda a ser obtida com o projeto, é a satisfacão proporcionada aos torcedores,que tem uma forma didática de aprender e valorizar toda a história do clube, ao invés de apenas se limitar às conquistas mais recentes.
O marketing tricolor – e todos que trabalharam para tornar o projeto realidade – estão de parabéns.
Dica do Emerson
Entrevista exclusiva com Flávio D’Alambert, engenheiro responsável pela cobertura do Morumbi
O Blog teve a oportunidade única de entrevistar com exclusividade o engenheiro e especialista em estruturas metálicas Flávio D’Alambert, cuja empresa Projeto Alpha Engenharia de Estruturas, em conjunto com a Construtora Andrade Gutierrez e com Ruy Ohtake, foi responsável pelo belo projeto de reforma do Morumbi.
Selecionei as principais dúvidas enviadas pelos leitores do blog e as enviei para ele, que gentilmente se dispôs a respondê-las.
1 – O clube já divulgou que, durante a maior parte do tempo, o estádio funcionará normalmente, mas que ficará fechado apenas quando a cobertura for içada. Por quanto tempo o Morumbi ficará fechado neste período?
O blog agradece à disposição do Flávio D’Alambert em conceder esta entrevista. Algumas perguntas enviadas pelos leitores não puderam ser respondidas pois tratavam de questões que não são da incumbência dele.Magistrado afirma que Oscar embarcou numa ‘aventura jurídica’ e afirma que tendência é compensacão financeira ao SPFC

O Blog do Olhar Cronico Esportivo fez uma excelente entrevista com o juiz Gustavo Fernandes a respeito do caso Oscar, cujos principais trechos abordo a seguir.
Segundo o magistrado, a tendência é a manutenção do contrato feito com o Inter, sendo o jogador obrigado a pagar o valor da multa rescisória com correcão monetária, a exemplo do que aconteceu com o caso do Marcelinho Carioca:
“Ao clube com contrato anterior, fica uma compensação a ser paga pelo atleta, no valor da multa rescisória devidamente corrigido. Foi exatamente o que aconteceu quando Marcelinho conseguiu uma liberação judicial para atuar no Santos e, posteriormente, perdeu a Ação. Ele não teve que retornar ao Corinthians. A se seguir tal orientação corrente, Oscar não retornará ao SPFC.”
Assim, o São Paulo ganharia cerca de R$ 11,5 milhões (R$ 9 milhões corrigidos), a serem pagos pelo jogador.
Obviamente, o atleta buscaria algum acerto junto ao Internacional para bancar a quantia, talvez cedendo parte de seus direitos econômicos ao Colorado. Ou então, que peça ao Bertolucci pra bancar!
O magistrado explica que a possibilidade do jogador ser forçado a manter seu vínculo com o São Paulo existe, mas é mínima (foi o que aconteceu no caso André Dias, que após perder disputa judicial, voltou a ser jogador do Goiás). Ele afirma que esse entendimento é minoritário no Judiciário.
Gustavo Fernandes também aborda o mérito da demanda do jogador, confirmando o que o Blog já havia afirmado (e que era óbvio) – a decisão de primeiro grau foi ridícula (apesar da opinião de muitos jornalistas desinformados):
Oscar nunca teve o direito de rescindir o contrato. Mesmo não sendo da área trabalhista (sou juiz cível e criminal), sempre me interessei pela Lei Pelé e até hoje não entendo como pode ter sido proferida uma decisão tão absurda. Imagino que a juíza não tinha experiência no tema esportivo (até porque a porcentagem de casos é ínfima, no conjunto de processos de uma Vara Trabalhista) e confundiu os preceitos.
Foi uma aventura jurídica de Oscar, seu advogado e seu empresário. Mesmo tendo permissão para o atleta seguir no Internacional, eles devem ser tidos como derrotados.
Inter de Milão de olho em Oscar. Venda do jogador seria boa para SPFC, Inter-RS e para o próprio atleta

O jornal italiano La Gazzetta dello Sport informa interesse da Inter de Milão em contar com Oscar, que estaria avaliado em R$ 34 milhões. O valor de mercado do jogador mostra que é plenamente viável um acerto financeiro entre Inter e São Paulo para acabar de vez com o imbróglio envolvendo Oscar.
O próprio São Paulo já esteve em uma situação parecida. Quando contratou o zagueiro André Dias, ele estava livre de contrato graças a uma liminar, que o liberou do vínculo com o Goiás. O problema é que a liminar foi derrubada e André Dias voltou a ser atleta do clube esmeraldino. Diante disso, o tricolor entrou em acerto financeiro com o Goiás e a situação foi resolvida.
A mesma solução poderia ser aplicada agora. De acordo com o contrato atual entre Oscar e São Paulo, a multa rescisória nacional é de R$ 9 milhões.
Assim, é plenamente viável ao Inter bancar os R$ 9 milhões para o SPFC, negociar o jogador, e ainda lucrar R$ 8 milhões* (o Colorado detém 50% dos direitos do meia), caso o negocie pelo valor pretendido (R$ 34 milhões).
Ah, Navarro, mas não seria melhor para o São Paulo vender o jogador diretamenta para a Inter de Milão. Evidente que seria. Mas para isso, teria que haver a concordância do atleta.
Essa solução também seria positivo para o próprio Oscar, que, se não conseguir uma medida cautelar no TST, pode ficar um bom tempo sem jogar.
Dica do Geison
*O leitor Claudio Yosida me lembrou que o Inter já pagou R$ 7 milhões por 50% dos direitos do Oscar. Ou seja, se o revendesse por R$ 34 milhões, não teria um grande lucro (R$ 800 mil). De qualquer forma, acredito que Oscar pode valorizar ainda mais, permitindo ao Colorado ter um retorno melhor.
Judiciário reconhece lisura do SPFC no caso Oscar, que deve ser resolvido mediante compensação financeira

A vitória do SPFC contra Oscar no Tribunal Regional do Trabalho teve grande repercussão. A decisão do Tribunal não apenas afirma que o São Paulo sempre agiu de forma correta com o jogador (ao contrário do que muitos jornalistas esportivos disseram na época), como também destaca que o segundo contrato foi benéfico para ambas as partes, derrubando todas as alegações estapafúrdias do atleta.
É evidente que essa decisão terá grandes implicações. Como afirmou o Blog do Birner, basta a CBF alterar o registro do jogador, que automaticamente deixará de ter condições de jogar pelo Internacional.
O SPFC inclusive, segundo o Globoesporte.com, já teve a iniciativa de comunicar a CBF a respeito da decisão do TRT. Falta saber se a entidade aguardará a publicação do Acórdão (o que não é necessário), que deve ocorrer nos próximos das, ou se já procederá à modificação do registro de imediato. Na segunda hipótese, Oscar NAO poderá jogar hoje.
O agente do jogador, em Carlos Meinberg Neto, discorda: “Isso é impossível. Ele tem contrato com o Inter, que só pode ser quebrado se for paga a multa rescisória” (Folha SP).
Não precisa ser especialista no assunto para saber que essa conversa não tem pé nem cabeça. O contrato do Inter com Oscar deixa de ter validade com a decisão do TRT, voltando a valer o contrato com o SPFC. Obviamente, o jogador não pode ter contrato com dois clubes ao mesmo tempo.
Isso não significa, contudo, que o São Paulo queira o retorno do jogador – apesar das declarações do Diretor de Futebol Adalberto Batista – até porque um clube que se preza não vai querer ver um sujeito que não honra a própria palavra (para não usar outros termos) vestindo a camisa são-paulina.
O único interesse do clube é ser ressarcido, afinal de contas, o jogador abandonou seu trabalho, logo, deve pagar ao clube o valor da multa rescisória, que, segundo o Blog do Birner, é de R$ 9 milhões. Sei que há divergências sobre este valor , mas esta é a quantia a que o clube teria direito. Pode haver, se muito, mais alguma compensação por perdas e danos.
Assim, a solução que se vislumbra é justamente o pagamento desses R$ 9 milhões pelo jogador (obviamente, o Inter arcaria com o valor). É uma solução benéfica para o São Paulo, que receberá o que lhe é de direito, e benéfica para o Internacional (que assim como o tricolor, não tem culpa no caso, pois contratou um jogador que na época estava livre, tal como o próprio SPFC fez com Ilsinho).
A lição que fica, especialmente para os garotos de Cotia, é que não vale a pena tentar dar uma de malandro e deixar o clube para trás.
O São Paulo venceu todas as batalhas.
Henrique, que ameaçou abandonar o clube, agora vai jogar no poderoso Granada. Diogo, outro que tentou dar uma de esperto, está no proeminente futebol belga. Lucas Piazon se deu bem – foi pro Chelsea – mas preferiu um acordo do que insistir em prejudicar o clube e por isso teve sucesso.
E agora, Oscar precisará deixar a arrogância de lado e entrar em acordo com o São Paulo para continuar jogando. Como diz Juvenal: “o tempo é o senhor da razão”.
Além de Douglas e Marcos Rocha, São Paulo mira Samuel, lateral direito do Mirassol
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O Globoesporte.com informou que o lateral direito Douglas, do Goiás, pode ser o novo reforço do tricolor. O único empecilho seria uma lesão no púbis, que será analisada pelo departamento médico do clube. O repórter Luis Teixeira, da rádio Tupi, também falou em Marcos Rocha, do Atlético Mineiro, que seria plano B, caso não fosse efetivada a contratação de Douglas.
Pois agora surge um novo nome como possível reforço para a posição. De acordo com Jorge Nícola, do Diário SP, o São Paulo está próximo de acertar a contratação de Samuel, lateral direito do Mirassol, que inclusive deixou de escalar o jogador por conta da negociação. O tricolor teria a concorrência do Atlético PR pelo jogador.
Confesso não conhecer nenhum dos atletas mencionados. Mas é evidente a necessidade de contratar mais um lateral direito, para que o treinador não fique dependendo de improvisações.
Dica do Emerson Marcos
Caso Oscar: São Paulo ganha disputa judicial e contrato com o jogador volta a ter validade***

Hoje o TRT apreciou o recurso do São Paulo contra a decisão que rompeu o vínculo do meia Oscar com o tricolor. E o Blog do Navarro traz a informação em primeira mão, graças ao correspondente Luis Gustavo Ossu, também conhecido como @lgcadv, que acompanhou in loco o julgamento do caso, permitindo que a torcida soubesse o que está acontecendo.
Antes de explicar as novidades, contudo, faz-se necessário relembrar o caso, conforme descrito no Blog do Birner.
Oscar pediu sua liberacão para a Justiça do Trabalho alegando que sua emancipação foi ilegal, e portanto, a renovacão de contrato não teria valor. O jogador assinou em setembro de 2007 um contrato de 3 anos, que previa aumento após 1 ano e, em seguida, após 2 anos.
Em dezembro de 2007, foi realizado um novo contrato, com duração de 5 anos, com o mesmo salário, mas com aumentos anuais ainda maiores (que começariam em dezembro de 2008), além de R$ 120 mil de luvas.
No mesmo dia desfizeram o contrato anterior e assinaram o novo contrato. Assim, o São Paulo deu o aumento programado 1 ano depois, em dezembro de 2008.
O argumento relativo à emancipação não foi acolhido. Contudo, a Juíza acatou a demanda do jogador por outro motivo (e aqui vem o absurdo da decisão). Sensibilizada pela reclamação do jogador, a Juíza achou errado terem desfeito o contrato antigo e feito um novo em tão pouco tempo, e por isso, considerou inválido o segundo contrato, que, na visão dela, teria sido prejudicial ao atleta.
Logo, considerou que apenas o primeiro contrato tinha validade. E assim, o clube deveria ter pago o aumento a partir de setembro de 2008, e não a partir de dezembro de 2008, dando causa à rescisão.
Novo capítulo: agora o TRT julgou o recurso do São Paulo e decidiu que o segundo contrato celebrado com o jogador FOI VALIDO! Ou seja, não foi mantido o entendimento da Juíza de que o contrato foi prejudicial ao Oscar (o que beira o absurdo, considerando que o atleta teve aumento e ainda ganhou R$ 120 mil de luvas).
Assim, volta a vigorar o contrato em questão, com duração até dezembro de 2013 (isso sem contar, obviamente, o período no qual o jogador ficou sem jogar no clube por conta própria).
Muitos agora vão perguntar: “Então ele volta pro SPFC, Navarro?”
Ainda não é possível saber. O jogador pode tentar apelar para a Fifa, bem como tentar alguma medida cautelar no Tribunal Superior do Trabalho.
Contudo, a situação do atleta, ao menos por enquanto, fica bastante delicada, assim como a do Internacional, que pode ficar sem condições legais de utilizar o jogador.
O São Paulo tem todo o direito de exigir o jogador de volta, pois o contrato feito com o clube Colorado não tem validade, diante da vigência do contrato com o tricolor.
O fato é que o São Paulo obteve uma grande (e justa) vitória. O clube agiu dentro da Lei e da ética com o jogador, que por sua vez, teve atitudes no mínimo suspeitas.
O Blog do Navarro aproveita para parabenizar o Dr. Carlos Eduardo Ambiel, pelo sucesso na defesa dos Direitos do São Paulo.
*Atualização: Em nota oficial, o São Paulo comentou a vitória obtida. Adalberto Batista disse que “o jogador deverá se apresentar imediatamente no clube e o seu contrato prorrogado pelo prazo em que o Oscar se ausentou”.
JPJL afirmou que a situação do jogador no Internacional é irregular e o presidente Juvenal Juvêncio sacramentou: “O tempo é o senhor da razão”.
**Atualização 2: Vejam no Blog do Menon a entrevista com Kalil Abdalla, do departamento jurídico do clube, sobre o caso Oscar. Ele destaca que os 3 jogadores que tentaram passar a perna no clube (Lucas Piazon, Diogo e Oscar) não tiveram êxito. Que fique a lição.
***Atualização 3: O Blog do Olhar Cronico Esportivo também entrevistou Kalil Abdalla e fornece mais informações sobre o caso.
Cortês: história de luta e dedicação do jogador é exemplar

O repórter Marcelo Prado, do globoesporte.com, fez uma excelente entrevista com Cortês, lateral esquerdo do São Paulo, na qual revela vários aspectos interessantes da vida do jogador.
Com apenas 9 anos de idade, Cortês, que já havia perdido o pai, também ficou sem a mãe – e acabou sendo criado por um casal vizinho à sua residência, que o adotou. A morte da mãe o levou a abandonar a escolinha de futebol que frequentava. Em Campo Grande, na Zona Oeste do RJ, onde morava, havia crianças que se envolviam em atividades ilícitas, mas Cortês sempre se preservou.
Na vida profissional, começou a jogar em times de pequena expressão como Bangu, Quissadã e Nova Iguaçu. Neste período, ralava e muito, segundo reportagem do canal Sportv (vídeo abaixo) Para chegar ao centro de treinamento, saía cedo de casa, pegava trem, ónibus e ainda percorria longa caminhada, levando quase 2h para chegar ao treinos.
Fora de campo, Cortes sempre mostrou bom comportamento e foco no trabalho: “Sempre fui um cara disciplinado. Mesmo crescendo no futebol, continuava trabalhando com seriedade. Do treino para casa e da casa para o treino. Não saía à noite. Até hoje sou assim.“
Posso estar totalmente enganado, mas a impressão é que se trata de uma pessoa simples, dedicada e que dá valor ao que tem. Não é difícil entender porque teve uma ascensão meteórica na carreira – menos de 1 ano depois de sair do Nova Iguaçu já estava jogando na seleção brasileira.
Esse tipo de jogador deveria servir de exemplo para os garotos de Cotia, que tem à sua disposição um luxo do qual poucos atletas nessa idade tem a oportunidade de usufruir.




