Blog do Navarro

Análises e notícias do São Paulo F.C.

Definição do novo técnico depende do Manchester City

Duas notícias hoje deram novo rumo à expectativa da torcida pela definição do novo treinador.

O nome de consenso da Diretoria é de fato o argentino Alejandro Sabella, segundo informações de Alexandre Lozetti, Marcelo Prado e Paulo Vinícius Coelho.

Sabella teria sinalizado positivamente, e gostado da proposta são-paulina, principalmente por ter liberdade para integrar o profissional com a base e utilizar recursos tecnológicos na rotina de treinamentos.

O curioso é que Sabella talvez não demoraria tanto para se adaptar como se imagina: ele demonstrou conhecer o elenco e a situação do clube, para satisfação da Diretoria.

O único empecilho é a negociação do Manchester City. Sabella pediu 10 dias para definir seu futuro,  e é justamente essa demora que preocupa o SPFC, dada a situação de urgência do time. A diretoria inclusive negocia para reduzir esse prazo, de modo que Sabella possa assumir logo a equipe.

Em suma: tudo depende do Manchester City, que tem em Ancelotti seu plano A. Caso Sabella acerte com o time inglês, não é possível dizer quem seria o plano b.

Ainda de acordo com o globoesporte.com, Aidar não se empolga com o nome de Abel Braga e prefere Vanderley Luxemburgo, que por sua vez, tem resistência dentro do departamento de futebol.

Abel Braga seria a prioridade da Diretoria. Luxemburgo é bem visto pelo elenco e pela torcida (atualizado)*

Ao que tudo indica, há apenas dois concorrentes atualmente para o cargo de novo treinador do tricolor paulista: Abel Braga e Vanderley Luxemburgo. O argentino Sabella deve ir para o futebol inglês, e por isso pode ser considerado carta fora do baralho.

Com base nas poucas informações que se tem sobre o assunto, pode se dizer que a prioridade da Diretoria é Abel. Isso porque além de ter sido indicado por Muricy Ramalho, foi o primeiro treinador com quem os dirigentes entraram em contato – naquele momento não deu resultados porque Abel iria atuar no Al Jazira.

Mas houve uma reviravolta. Reportagem de Guilherme Palenzuela, no Uol, informa que atendendo ao pedido de sua esposa, Abel considera a possibilidade de desistir do Al Jazira e ficar no Brasil. Com isso, as negociações foram retomadas e poderiam ser concluídas de imediato, atendendo assim à urgência do SPFC.

Até onde se sabe, Luxemburgo também negocia com a diretoria são-paulina. O grande problema é que ele não tem a mesma disponibilidade imediata de Abel Braga, uma vez que seu contrato com o Flamengo prevê uma multa rescisória de aproximadamente R$ 1,2 milhão. Ademais,  o rubro-negro não abriria mão de seu treinador tão facilmente, ainda mais com o time em bom momento e numa fase decisiva do estadual.

Importante lembrar que ano passado o Colorado fez de tudo para contratar Luxemburgo, inclusive oferecendo salário superior ao pago pelo time carioca, e não teve sucesso.

Portanto, os dois treinadores estão em situações bem distintas de viabilidade.

E há um detalhe curioso, revelado por Fernando Faro, do Estadão, em seu Blog: praticamente todos os jogadores, inclusive as lideranças da equipe, afirmaram que gostariam de trabalhar com Luxemburgo. Considerando o estado de letargia em que se encontra o time, esse fator não pode ser desprezado.

Pelo que pude observar nas redes sociais, a preferência de grande parte da torcida é por Vanderley Luxemburgo. Abel Braga tem sido visto pelo torcedor como uma versão piorada de Muricy Ramalho.

No fim das contas, temos um belo dilema: de um lado, um treinador que traria uma empolgação ao time e à torcida mas que, na melhor das hipóteses, somente fosse contratado em maio. E de outro, um treinador que poderia assumir o time de imediato, sem maiores custos, atendendo à necessidade de recuperação na Libertadores –  mas que não seria tão bem visto assim.

*Atualização: parece que Alejandro Sabella ainda está na disputa – e como plano A. PVC, sem seu blog, informou que ele já acertou verbalmente com o São Paulo e aguarda apenas a resposta do Manchester City.

O clube inglês negocia com Ancelotti e aguarda resposta dele até sexta-feira. Se não houver acerto, Sabella pode ir para o City e o SPFC recorreria a Abel Braga.

Alejandro Sabella pode ser o novo técnico do São Paulo *

O Lancenet! informa que a Diretoria cogita a contratação do técnico argentino Alejandro Sabella, atualmente sem clube, para o lugar de Muricy Ramalho.

Sabella não é nenhum grande nome, mas possui currículo consistente: em 2009 foi campeão da Libertadores pelo Estudiantes, e em 2010 foi campeão argentino pelo mesmo clube. Ao longo dos dois anos comandando o Estudiantes, obteve 67% de aproveitamento. Na Libertadores, manteve o time invicto: 3 empates e 8 vitórias.

Em 2011 assumiu a seleção argentina, que comandou até a Copa de 2014, sagrando-se vice-campeão mundial, com um aproveitamento total de 68% a frente da seleção. Também fez bonito ao dirigir o Estudiantes contra o Barcelona na final do mundial de clubes.

Sabella ainda trabalhou no Brasil em duas ocasiões: quando jogou pelo Grêmio, na década de 80, e quando foi auxiliar de Passarella no SCCP, em 2005. O trabalho não foi bem sucedido, mas Sabella deixou impressão tão boa  – era muito comunicativo com todos os atletas – que chegou a ser convidado a dirigir a equipe corintiana após a saída conturbada de Passarela.

O perfil comunicativo, o  currículo vitorioso (apesar de não ser muito extenso) e o fato de já ter trabalhado no Brasil (não sei se é fluente em português) são pontos positivos. A falta de boas alternativas disponíveis no mercado também impede que a Diretoria seja exigente demais na escolha do novo treinador. E é possível que Sabella atenda ao desejo de Aidar, que sempre quis um treinador estrangeiro no tricolor – muito embora a idéia fosse um técnico europeu.

Se com este currículo e o prestígio de ter sido vice-campeão da Copa do Mundo no Brasil lhe conferir credibilidade junto ao elenco, pode ser uma opção bem interessante. Há o porém de um treinador que não conhece o elenco ter um curtíssimo tempo disponível para dar um jeito no time e evitar a eliminação da Libertadores.

Atualização: no programa Bem-amigos, do Sportv, Luxemburgo deu a entender que analisaria eventual proposta para dirigir o tricolor. O atual treinador flamenguista inclusive deu pitacos de como Ganso deveria ser escalado.

O globoesporte.com também divulgou o interesse do tricolor em Sabella. Aidar inclusive cogita passar na Argentina no retorno da viagem do Paraguai para se encontrar com o treinador pretendido. E segundo a reportagem, o nome de Mano Menezes ainda não foi descartado.

Bernardo Itri e PVC, na Folha SP, afirmam que Abel Braga é o nome favorito da Diretoria, diante da rejeição da torcida à Mano Menezes.

O desafio de contratar um novo técnico

Muricy Ramalho não é mais o técnico do São Paulo. Em “comum acordo” com a Diretoria, o treinador acertou sua saída, de acordo com Alexandre Lozetti, do globoesporte.com.

O desafio agora é contratar um técnico capaz de arrumar o time, que esteja de acordo com as condições financeiras do clube e que possa ser contratado num curtíssimo prazo, dada a situação delicada da equipe na Libertadores da América.

Considerando a baixa oferta de treinadores de qualidade, é importante ter em mente que não existe opção perfeita, ainda mais nessa altura do campeonato. O fato é que era necessário mudar, e apesar da mudança ter sido tardia, foi acertada.

Diretoria peca ao não demitir Muricy Ramalho*

Em 2015, o São Paulo ainda não conseguiu jogar bola. E  não se vislumbra qualquer chance de melhora da equipe no atual cenário, o que por si só justificaria eventual mudança de técnico.

Não que Muricy Ramalho seja o único responsável pelo momento da equipe. Problemas de comportamento e até mesmo de postura de alguns jogadores não são novidade. Mas a realidade é que é muito mais fácil mudar o treinador e obter algum resultado efetivo com isso.

É uma questão pragmática: temos um bom elenco (sim, o elenco é bom) mas não temos um time compatível com a qualidade do elenco. E o mais curioso é que até o próprio Muricy Ramalho, num ato de humildade, mostrou que não tem conseguido trabalhar como gostaria, chegando inclusive a colocar o cargo à disposição da Diretoria. A entrevista coletiva do treinador após a derrota de ontem foi emblemática, e evidencia que até ele sabe que é necessário mudar.

A impressão que fica é que apenas a Diretoria não se deu conta disso. Talvez esteja se apegando ao (equivocado) dogma de que mudar treinador é ruim. Bobagem. Errado é mudar treinador precocemente, sem dar chance ao mesmo de evoluir. Não é o caso. Estamos em abril e o time não evoluiu. Na verdade, conseguiu piorar, mesmo tendo contratado bons reforços.

Nesse caso, o errado é não mudar o treinador. A diretoria peca por omissão e quanto mais demorar, pior. Não é necessário aguardar uma eliminação para justificar ao público uma eventual demissão. Na verdade, o ideal é reagir antes do pior acontecer, até porque estamos prestes a ter mais uma eliminação precoce em Libertadores, um prejuízo gigantesco.

Que Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro se preocupem menos com a opinião pública e com a reação da oposição. Quanto mais rápido se buscar um novo treinador, mais tempo haverá para o time melhorar e quem sabe se salvar na Libertadores da América.

* Atualização: segundo o globoesporte.com, Muricy Ramalho não é mais o treinador do São Paulo.

Derrota vergonhosa é responsabilidade de Muricy

O São Paulo perdeu o jogo de hoje da pior forma possível: tomou um vareio tático sem sequer conseguir assustar o gol do rival. A diferença entre os dois times é colossal. Não me espantaria se o tricolor repetisse a fracassada campanha de sua última participação na Libertadores.

A opção por Michel Bastos na lateral esquerda e Maicon no meio se mostrou desastrosa. Ficamos com um meio campo lento e Michel subaproveitado.

Tudo bem, o erro faz parte. E o fato de Carlinhos não estar disponível também dificulta, diante da fraca marcação de Reinaldo. Mas a demora em corrigir o erro é que irrita o torcedor. Muricy esperou até os 8 minutos do segundo tempo para alterar a equipe. Difícil entender.

Ninguém no time tricolor se destacou, mas o problema maior está claro: Muricy Ramalho. O vitorioso técnico não está conseguindo dar um padrão tático para a equipe, mesmo tendo um excelente elenco.

As escolhas do treinador são bastante questionáveis, a começar por não aproveitar os jogos do campeonato paulista para treinar a mesma equipe. Em cada partida, testava uma formação diferente. E ontem, contra o SCCP entrou com uma formação inédita. Complicado obter algum entrosamento assim.

O fato é que já faz algum tempo que o time não tem padrão tático. E depois dos investimentos feitos na equipe, não se pode aceitar esse fraco rendimento. Perder faz parte, mas não jogando desse jeito.

Não é a toa que Aidar, acertadamente, não pretende manter Muricy Ramalho após o término do contrato, em dezembro de 2015. Receio que talvez fosse melhor antecipar essa decisão.

O tempo no futebol é muito curto. Hoje temos um grande elenco e estamos numa Libertadores. Esperar 1 ano para trocar de treinador significa perder essa oportunidade.

 

Sobre a polêmica dos ingressos de SCCP X SPFC

Ontem houve uma polêmica envolvendo a venda de ingressos de visitante para o jogo de hoje, contra o SCCP, pela Libertadores da América. O problema seria um suposto favorecimento na venda de ingressos,  e a suposta atuação de quem usufrui dessa venda como cambista. O envolvido no caso é o Kauê Lombardi, conhecido por parte da torcida, que organizou um grupo para ir ao jogo, disponibilizando ingressos.

O Blog do Paulinho inclusive chegou a tratar do assunto, sem, contudo, investigá-lo mais a fundo. Diante da reclamação de alguns torcedores em adquirir ingresso e diante da falta de esclarecimentos mais precisos, resolvi apurar.

Entrei em contato com o Diretor Financeiro, Ricardo Haddad, com o próprio Kaue Lombardi, e com outros sócios, para obter a visão mais precisa possível. Eis o que obtive.

Ricardo Haddad explicou que não é praxe a venda direta pelo departamento financeiro, mas que no caso específico do jogo contra o SCCP, por conta do carnaval, os ingressos ainda não estavam na bilheteria e foi nesse meio tempo que o Kaue  comprou, regularmente, os ingressos, pelo preço normal de R$ 120 cada, fornecendo o nome dos sócios em nome dos quais estava comprando. Ricardo ressaltou ainda que a regra é a venda pela bilheteria e que não se permite nenhum privilégio ou favorecimento, justamente em respeito à torcida.

Outra informação que obtive de terceiros (sócios) sobre o assunto dá conta de que quando o São Paulo é visitante são vendidos  ingressos para os associados no departamento financeiro. E que qualquer associado consegue comprar ingresso regularmente. O problema é que isso não teria muita divulgação, justamente o que pode ter dado certa confusão, já que nem todos os sócios têm conhecimento disso.

A versão de Kauê, por sua vez, consiste no seguinte:  inicialmente ele organizou um grupo de torcedores interessados em ir ao jogo e dividir os custos com o transporte (chegou inclusive a contratar dois ônibus), mesmo sem saber onde ou como os ingressos seriam vendidos.

Num segundo momento, Kauê teria tomado conhecimento da disponibilização dos ingressos no departamento financeiro e comprou ingressos para si e em nome de outros sócios interessados, no valor de R$ 120 cada, repassando aos torcedores que iriam com ele no jogo pelo mesmo valor, sem qualquer lucro.

Qual o resumo da ópera?

Como não há uma certeza sobre como ocorre essa venda, é difícil avaliar a questão. Mas a impressão que tenho é que se trata de uma prática rotineira, informal, não oficializada. Coisa de dia-a-dia do clube, tanto que outros sócios relataram que têm por costume comprar ingressos dessa forma sem maiores problemas.

Não me parece se tratar de privilégio ou um “esquema”, afinal de contas, não foi algo feito exclusivamente para um determinado sócio e sim de forma generalizada a qualquer sócio. Também não se pode dizer que houve atuação de cambista, posto que a venda foi feita no mesmo valor da compra dos ingressos. O que se pode dizer é que quem não é sócio talvez tenha se sentido prejudicado, pois não tem acesso a essa oportunidade.

O que fica claro nessa história é que o ideal, caso se institucionalize a venda nesse formato para jogos fora de casa, é que ela ocorra simultaneamente à venda pela bilheteria uma vez que em jogos disputados, ainda mais de Libertadores, a procura pode ser maior do que a oferta (muito embora a demanda por ingressos na bilheteria hoje tenha sido pequena).

O importante, no fim das contas, é que todo torcedor tenha uma chance justa de comprar seu ingresso.

ps.: desde o meio-dia, foram disponibilizados cerca de 250 ingressos na bilheteria do Morumbi, ao preço de R$ 120 cada, segundo informou Ivan Drago, da rádio Transamerica.

Sobre a polêmica dos ingressos de SCCP X SPFC

Ontem houve uma polêmica envolvendo a venda de ingressos de visitante para o jogo de hoje, contra o SCCP, pela Libertadores da América. O problema seria um suposto favorecimento na venda de ingressos,  e a suposta atuação de quem usufrui dessa venda como cambista. O envolvido no caso é o Kauê Lombardi, conhecido por parte da torcida, que organizou um grupo para ir ao jogo, disponibilizando ingressos.

Blog do Paulinho inclusive chegou a tratar do assunto, sem, contudo, investigá-lo mais a fundo. Diante da reclamação de alguns torcedores em adquirir ingresso e diante da falta de esclarecimentos mais precisos, resolvi apurar.

Entrei em contato com o Diretor Financeiro, Ricardo Haddad, com o próprio Kaue Lombardi, e com outros sócios, para obter a visão mais precisa possível. Eis o que obtive.

Ricardo Haddad explicou que não é praxe a venda direta pelo departamento financeiro, mas que no caso específico do jogo contra o SCCP, por conta do carnaval, os ingressos ainda não estavam na bilheteria e foi nesse meio tempo que o Kaue  comprou, regularmente, os ingressos, pelo preço normal de R$ 120 cada, fornecendo o nome dos sócios em nome dos quais estava comprando. Ricardo ressaltou ainda que a regra é a venda pela bilheteria e que não se permite nenhum privilégio ou favorecimento, justamente em respeito à torcida.

Outra informação que obtive de terceiros (sócios) sobre o assunto dá conta de que quando o São Paulo é visitante são vendidos  ingressos para os associados no departamento financeiro. E que qualquer associado consegue comprar ingresso regularmente. O problema é que isso não teria muita divulgação, justamente o que pode ter dado certa confusão, já que nem todos os sócios têm conhecimento disso. Vale registrar que Julio Casares, vice-presidente, também se manifestou no twitter, afirmando que se trata de venda para sócios.

A versão de Kauê, por sua vez, consiste no seguinte:  inicialmente ele organizou um grupo de torcedores interessados em ir ao jogo e dividir os custos com o transporte (chegou inclusive a contratar dois ônibus).

Num segundo momento, Kauê teria tomado conhecimento da disponibilização dos ingressos no departamento financeiro e comprou ingressos para si e em nome de outros sócios interessados, no valor de R$ 120 cada, repassando aos torcedores que iriam com ele no jogo pelo mesmo valor, sem qualquer lucro.

Qual o resumo da ópera?

Como não há uma certeza sobre como ocorre essa venda, é difícil avaliar a questão. Mas a impressão que tenho é que se trata de uma prática rotineira, informal. Coisa de dia-a-dia do clube, tanto que outros sócios relataram que têm por costume comprar ingressos dessa forma sem maiores problemas.

Não me parece se tratar de privilégio ou um “esquema”, afinal de contas, não foi algo feito exclusivamente para um determinado sócio e sim de forma generalizada a qualquer sócio. Também não se pode dizer que houve atuação de cambista, posto que a venda foi feita no mesmo valor da compra dos ingressos. O que se pode dizer é que quem não é sócio talvez tenha se sentido prejudicado, pois não tem acesso a essa oportunidade.

O que fica claro nessa história é que o ideal, caso se institucionalize a venda nesse formato para jogos fora de casa, é que ela ocorra simultaneamente à venda pela bilheteria uma vez que em jogos disputados, ainda mais de Libertadores, a procura pode ser maior do que a oferta (muito embora a demanda por ingressos na bilheteria hoje tenha sido pequena).

O importante, no fim das contas, é que todo torcedor tenha uma chance justa de comprar seu ingresso.

ps.: desde o meio-dia, foram disponibilizados cerca de 250 ingressos na bilheteria do Morumbi, ao preço de R$ 120 cada, segundo informou Ivan Drago, da rádio Transamerica.

Ceni não merecia a eliminação

Uma chuva torrencial castigou o gramado do Morumbi antes da partida, o estádio ficou sem energia, duas bolas na trave e um escorregão na hora ‘h’. Hoje, definitivamente, não era o dia do São Paulo.

Com o revés, lá se foi a chance do Capitão se aposentar com um título. Foi triste, muito triste.

O time dormiu no primeiro tempo, mas melhorou bastante no segundo. Muricy pecou ao demorar pra tirar Kaka e ao colocar Osvaldo ao invés de Pato. Mas não vale a pena perder tempo discutindo os erros dos jogadores e do técnico. Eles aconteceram, mas a derrota foi do jogo.

E disputa por penaltis é assim mesmo. Eu até conseguiria aceitar essa eliminação se não fosse a entrevista de Ceni depois do jogo. Doeu na alma ver o nosso Capitão tão sentido com a derrota. Ele, como sempre, queria e muito ser campeão. Sou até capaz de apostar que ele não havia garantido ainda sua aposentadoria justamente por conta da chance de título. Ele sabe como é importante se despedir do futebol sendo campeão.

Enfim, que Aidar continue sua boa gestão e capriche nos reforços para o ano que vem – dentre eles, um novo gramado. E que Ceni adie sua aposentadoria, muito embora um título da Libertadores seja sempre mais difícil do que tudo.

O São Paulo não pode depender de cotas de tv e patrocinador master para sanar suas finanças

Não é novidade que o tricolor paulista passa por dificuldades financeiras. É fato que a ausência de um patrocinador master contribui bastante para esse quadro, mas existem outras possibilidades de engordar os cofres do clube. Os exemplos de Atlético Mineiro e Internacional comprovam isso.

O Colorado tem mais de 106 mil sócios torcedores (quase 2% de sua torcida), e ganha cerca de R$ 40 milhões por ano com isso. O Galo, por sua vez, consegue o mesmo valor com as ótimas vendas do pay per view, chegando até mesmo ao ponto de abrir mão dos jogos na tv aberta.

O detalhe é que se tratam de dois times que ganham bem menos que o SPFC de cota de tv, e que tem se virado muito bem com essas alternativas. Evidente que nenhuma das duas são tão fáceis nem simples assim, até porque dependem do comportamento do consumidor são-paulino. Mas para quem tem a terceira maior torcida do país, era de se esperar mais.

Esses casos mostram que já se foi o tempo em que só se vivia de patrocínio master e cota de tv. Nos exemplos citados, Galo e Inter ganham bem mais, respectivamente, com sócio torcedor e pay per view do que com patrocinador master. Confesso que ainda espero uma medida inovadora de Aidar nesse sentido, pois a única medida “diferente” até agora para incrementar as receitas foi a questionável parceria com o site Busca Serviços Digitais.

A propósito: sobre as cotas de tv, sabe-se que Aidar tem tentado melhorar os ganhos do tricolor. Não sei se há chances reais disso acontecer. Mas pelo menos temos uma novidade nessa equação: Marcelo Campos Pinto, que ajudou a implodir o Clube dos 13, não é mais o todo poderoso do departamento de esportes da emissora, que agora tem Roberto Marinho Neto no comando. Espero que com ele, o SPFC tenha mais sorte.

ps.: o blog ficou fora do ar alguns dias, mas o problema já foi solucionado. Peço desculpas pelo incômodo.

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