Um são-paulino que acha que sabe de alguma coisa
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Análises e notícias do São Paulo F.C.
Azar: perder dois jogadores por lesão na mesma partida é de lascar. Aloísio, coitado, mal jogou e teve que sair, aos prantos.
Em tempo: não sacrifico Ademilson pela idade; pelo fato de ja ter feito gols importantes e de que ele só precisou ser acionado por causa da ausência de Luis Fabiano.
Passada a euforia da vitória e da classificação épicas, é preciso ter ’pé no chão’ para mais essa fase do torneio. Vamos aos fatos:
- O São Paulo teve a pior campanha da fase de grupos. E o Galo, a melhor.
- Apesar de ter vencido de forma espetacular o jogo contra o Galo, deixou e muito a desejar na pontaria. Aloísio, apesar de guerreiro, não tem a qualidade de Luis Fabiano.
- O Galo terá o retorno de dois jogadores importantíssimos: Diego Tardelli e Bernard, enquanto que o São Paulo terá apenas o retorno de Jadson para o primeiro jogo. Luis Fabiano só volta no jogo de volta (muito embora o São Paulo ainda tente liberá-lo, segundo o Lancenet!).
Como disse Ganso, o Galo é favorito:
“Espero que eu e todo o grupo possamos fazer dois grandes jogos contra eles, mas o favorito é o Atlético-MG, pela campanha que fez e pelo futebol apresentado na primeira fase. É o futebol mais bonito que todo mundo assiste, então a gente vem correndo por fora, com os pés no chão” (foxsports.com.br)
Por outro lado, também há motivos de sobra para acreditar na classificação. Vejamos:

- Diante da adversidade na Libertadores, o time mostrou união, raça e determinação, requisitos importantíssimos numa competição como essa.
- Números, no futebol, podem enganar muito. Ainda mais quando se tem clássicos locais. Em 2011, o Corinthians, de melhor campanha da Libertadores, pegou o Flamengo, que se classificou no sufoco. E foi eliminado.
- No Morumbi, o Galo não conseguiu jogar e foi atropelado pelo tricolor.
- Com a vitória e a classificação emocionantes, a torcida certamente comparecerá em número ainda maior. Não seria surpresa se o Morumbi lotasse os 67 mil lugares.
- O retorno de Jadson vale muito. Tem sido um jogador essencial na temporada. Além da armação do jogo, o meia é importante nos lances de bola parada, que o time não conseguiu aproveitar no jogo contra o Galo.
- O Atlético nunca eliminou um time paulista em mata-mata de Libertadores (informação do Vinícius Incrocci)
Os jogos serão nos dias 2 e 8 de maio. Se repetir a disposição demonstrada no último jogo, tem tudo para chegar às quartas de final.

Que vitória espetacular! Que classificação heróica!
Ontem o Sao Paulo superou o melhor time da Libertadores com direito a gol de Rogério Ceni e passe decisivo de Paulo Henrique Ganso.
As comemorações do time com os gols provam que todos ali queriam vencer.
É isso que o torcedor gosta e espera da equipe.

Pode ter faltado categoria e atenção em alguns momentos para certos jogadores. Luis Fabiano e principalmente Jadson fazem muita falta.
Mas ontem, nada poderia segurar o São Paulo. Desfalques, problemas táticos, técnicos, extra-campo… Tudo ficou em segundo plano diante da sede pela glória e pela conquista.

Que orgulho de ser são-paulino. De ver o vermelho preto e branco dos 50 mil torcedores do Morumbi apoiando incessantemente o time, sofrendo numa agonia indescritível – e ainda há quem diga que a nossa torcida é acomodada (sic).
As declarações de Ceni foram um destaque à parte. Elogiou a atuação de Ganso (“Pode dar a batuta para ele reger a orquestra, foi nosso maestro”), ressaltou a importância da vitória e ainda falou sobre sua aposentadoria:

*”Eu não queria deixar o Morumbi eliminado. Passa um filme na cabeça do último jogo. 99% de chance que seria o meu último jogo de Libertadores. É o meu último ano e não queria que acabasse aqui. (…)
Voltamos para a disputa. Isso aqui é Libertadores. O São Paulo tem tradição, é o clube da fé, parabéns ao meu time. Foi espetacular, não tem o que dizer. No quesito alma isso aqui é um banho, lava a alma”.
*

O tricolor pode até não ser campeão e nem mesmo passar para as quartas de finais. Pegará o mesmo competitivo Atlético Mineiro nas oitavas e tudo pode acontecer.
**Mas provou que nada é impossível para o Clube da Fé.**
Um dos apelidos do São Paulo é “Clube da Fé“. O nome foi dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, segundo informa o SPFCpedia. O apelido retrata a luta constante que foi a criação e a evolução deste clube tão amado, num contexto em que se duvidava de quem apostava no tricolor.
A situação atual do time na Libertadores tem tudo a ver com a história são-paulina: para jornalistas e torcedores rivais, as chances de sucesso são mínimas. Não os critico, afinal de contas, o time ainda não convenceu e está com importantes desfalques.
Mas para o são-paulino, sempre há esperança. Somos o clube da fé, porque nunca perdemos a fé na vitória. Porque fé é assim. Não importa se os números dizem o contrário: sempre vamos acreditar.
Nunca desistiremos. Lutaremos até o fim por qualquer possibilidade, não importando os desfalques, os problemas táticos e técnicos, nem as complicações dentro e fora de campo.
Podemos sim conquistar essa vitória e essa vaga, contrariando as estatísticas e as expectativas, superando o competitivo Atlético Mineiro no Cícero Pompeu de Toledo.
E ao que tudo indica, a torcida nunca teve tanta fé na equipe. O Blog do Birner informa que já foram vendidos 40 mil ingressos (a carga total é de 67 mil). Inclusive para os mais de 100 camarotes já não há mais praticamente nenhuma vaga, de acordo com Jorge Nicola.
O Morumbi vai tremer com a voz de dezenas de milhares de são-paulinos. Essa é a hora de apoiar e mostrar nossa força. Uma classificação histórica pode fazer esse time empolgar e chegar longe.
Seria apenas mais um dentre tantos atos de superação do São Paulo Futebol Clube. Que assim seja...
O futuro do futebol brasileiro não é tão promissor quanto se tem dito por aí. Os prometidos estádios de primeiro mundo tem deixado a desejar (a Fonte Nova, primeiro estádio concluído para a Copa, é repleta de pontos cegos, problemas de acabamento e espaço entre os assentos); as obras de mobilidade urbana idem.
E para completar com chave de ouro, a instituição que cuida da organização do futebol – CBF – segue o mesmo ritmo: de mal a pior. Saiu Ricardo Teixeira, comprovadamente corrupto, e entrou em seu lugar Jose Maria Marín (Zé da Medalha para os íntimos), que não é corrupto como Teixeira, mas compensa isso com uma gestão desastrada.
Marin ao menos não prejudica deliberadamente nenhum dos federados. Tenta agradar a todos sem sacanear ninguém. Afinal de contas, é pra isso que serve uma Confederação: gerir, administrar e proteger os interesses de seus federados, os clubes.

Sai Teixeira e entra Del Nero na CBF?
Mas esse pequeno momento de tranquilidade está para acabar. Em 2014, teremos nova eleição para a presidente da CBF.
E esse é o cenário que tem se desenhado: Del Nero será o candidato da situação, e Andrés Sanches o da oposição.
Dois sujeitos que já demonstraram claramente não terem os requisitos para o cargo. Não falo isso instigado pelo clubismo (um é palmeirense, outro corintiano). Falo pelo que já demonstraram no passado.
Andrés, quando virou dirigente da CBF, prejudicou deliberadamente o SPFC no caso da liberação de Lucas (e passou pelo vexame de ser desautorizado pelo presidente da CBF) e ainda fez ameaças ao clube do Morumbi.
Del Nero fez algo parecido a frente da FPF, mentindo descaradamente no que ficou conhecido como ‘caso Madona’, sendo inclusive punido por isso.
Posteriormente, Juvenal fez as pazes com ambos. Mas se eles prejudicaram o SPFC no passado por questões políticas, podem fazer o mesmo com outros clubes no futuro.
Ou seja, ambos os candidatos ja agiram de forma mesquinha contra os clubes que deveriam proteger. E esse não é o tipo de postura que se espera de um presidente de uma CONFEDERAÇÃO.
Em tese, Del Nero tem vantagem nessa disputa, pois com Marin ao seu lado, pode dar todos os agrados possíveis para as federações. Mas Andrés ganhou o apoio do ex-presidente Lula e de Ronaldo, equilibrando a disputa pelo cargo.
Seja qual for o candidato vencedor, o futebol brasileiro será o perdedor. E a Copa 2014 nada vai mudar quanto a isso.

Após a derrota para o The Strongest, nada mais normal que a famosa caça às bruxas. Aqui mesmo no blog, listei os responsáveis pela fraca campanha do time na Libertadores. Dentre eles, listei a Diretoria, mas sem especificar o diretor de futebol Adalberto Batista. A seguir, explico porque.
Adalberto não é um incapaz como se tem dito, nem o responsável pelas derrotas do time. É um sujeito dinâmico e exímio negociador. Os bastidores das contratações de Luis Fabiano e Ganso mostraram que ele faz de tudo para o São Paulo sair com o melhor negócio possível. E quase sempre ele é bem sucedido.
Mas há um porém: Adalberto tem pouco tempo no mundo do futebol. Foi diretor de marketing e agora é diretor de futebol. Juvenal, certa vez, comentou sobre as especificidades do universo futebolístico, ao demonstrar que Belluzo, apesar de ser um grande economista, fracassou a frente do Palmeiras.

Adalberto insistiu e persistiu para convencer o presidente do Sevilla a liberar Luis Fabiano. E conseguiu.
O mesmo pode acontecer com Adalberto se ele não estiver disposto a entender a dinâmica do futebol, com suas peculiaridades inerentes.
A viagem para a Europa, por exemplo, foi um grande equívoco. Nada capaz de alterar o rendimento da equipe dentro de campo. Mas politicamente, foi um erro fatal. Antes disso, também cometeu o equívoco de apoiar fortemente a contratação de Adilson Batista, que foi um verdadeiro fracasso.
Não é a toa que tem sido criticado por jogadores. Como diretor, ele precisa estar sempre perto nos momentos decisivos, seja para apoiar a equipe, seja para evitar figurar como culpado pela derrota e pela possível eliminação.
Adalberto precisa entender que futebol envolve muita emoção, principalmente em caso de derrota. E sob emoção, todo mundo leva porrada – até mesmo Rogério Ceni, que já foi massacrado pelas organizadas tempos atrás.
A briga com Rosan foi outro motivo alegado para as críticas contra o dirigente.
Como qualquer torcedor, lamentei e muito a saída do sujeito que idealizou o Reffis.
Mas ao que parece, os erros foram dos dois lados: Rosan não soube respeitar a hierarquia do clube, e Adalberto não teve o tato e a sensibilidade para lidar com um importante funcionário do clube.
Mas independentemente da demissão ter sido justa ou não, o fato é que o momento não foi o melhor e deu ainda mais munição para críticas. Faltou sensibilidade para ao menos aguardar a definição do time na Libertaeores para só então tomar alguma providência quanto ao Rosan.
Como possível futuro presidente do São Paulo, Adalberto Batista precisa evoluir. Inteligência e competência, ele tem. Falta apenas aprender a lidar com as minúcias do universo do futebol.

O repórter Jorge Nicola, do Diario SP, informa que o zagueiro Breno deve retornar ao clbue em março de 2014. Essa é a data que a Justiç alemã informou que o jogador deve ser liberado, por bom comportamento.
O tricolor tentou obter a liberação no início da temporada, sem sucesso. Mas ao menos conseguiu assinar um contrato, e paga um salário simbólico.
Acho muito válida a aposta no zagueiro, mesmo que incerta. Breno tem muito talento e certamente não desaprendeu a jogar. E em março de 2014 ainda estará com 24 anos. Ou seja, com muito tempo pela frente para se recuperar e dar retorno dentro e fora de campo.
Talvez seja ainda mais vantajoso do que jogadores veteranos e renomados, como Lucio, que custa fortunas e ainda não convenceu. O pior que pode acontecer é não dar certo. Mas nesse caso, o prejuízo seria mínimo, já que o tricolor não terá investido valor elevado em sua contratação.
Que o tricolor continua apoiando o atleta, para que em 2014 possa dar a volta por cima e brilhar novamente com a camisa são-paulina.
Com mais uma derrota, o tricolor se complicou e muito na Libertadores, correndo sério risco de eliminação na primeira fase do torneio. O time nao jogou tão mal, mas as falhas foram decisivas. Agora, precisa vencer o Galo, sem Jadson e Luis Fabiano, e torcer por um tropeço do The Strongest.
Como não poderia ser diferente, vamos tentar colocar os pingos nos ‘is’ e identificar os responsáveis não só pela derrota de hoje mas pela fraca campanha tricolor na competição:
1 – Ataque: antes de tomar o segundo gol, o time perdeu muitos gols, abusando da chance de resolver a situação no jogo, repetindo o que já havia acontecido contra o Arsenal. Esse tipo de coisa não é culpa do treinador, afinal de contas, não é ele quem chuta a gol.
2 – Luis Fabiano. Sim, mesmo sem jogar, Fabuloso tem culpa no cartório. Por causa de suas reclamações, acabou desfalcando a equipe num momento crucial e isso foi decisivo. Ou alguém acha que ele teria perdido os gols que Aloísio perdeu?
3 – Ney Franco: o treinador insistiu demais num esquema que não deslanchou. Perdeu tempo e pontos com isso.
Quando mudou, e finalmente colocou Ganso (que ainda oscila muito) no time, inventou Maicon de volante. Trata-se de um bom jogador, mas que não tem qualquer perfil para marcar. É lento e sem garra.
Ney também errou ao insistir com Denilson, que apesar de ser aplicado, está num péssimo momento – tanto que falhou nos 2 gols de ontem. Enquanto isso, Fabrício nem mesmo viajou com a equipe. Vai entender…
4 – Diretoria: a idéia de levar a equipe para a Bolívia em cima da hora do jogo pode ter sido boa para evitar o desgaste físico da altitude mas acabou impedindo os jogadores de ‘calibrarem’ o chute, que sofre os efeitos do ar rarefeito (o que talvez explique uma parte dos gols perdidos). Além disso, até hoje não foi capaz de encontrar um lateral direito decente, capaz de marcar e dar alguma segurança para a defesa.
5 – Rogério Ceni: por mais difícil que seja reconhecer, o Capitão falhou no segundo gol. Infelizmente acontece. Importante lembrar que Denilson também teve culpa no lance, pois deixou o adversário chutar com a maior tranquilidade do mundo.
Resumo da ópera: lutamos e esperamos tanto pelo retorno à Libertadores para ver essa situação vexatória de correr o risco de sermos eliminados na fase de grupos. Sempre acreditarei e torcerei pelo tricolor, mas que a situação é delicada, isso é. Além de torcer por uma combinação de resultados, corremos o risco de pegar o competitivo Galo nas oitavas e sem Luis Fabiano no primeiro jogo.
Quem contribuir com a campanha ‘Não há vitória sem luta’, em favor do tricolor Hugo Nunes, vai concorrer a uma camisa oficial autografada por todos os jogadores, inclusive o M1TO, o Fabuloso, o pentacampeão mundial Lúcio e o maestro Ganso!!!
É isso mesmo: graças à ajuda da Mônica Lopes (essa bela são-paulina que ilustra o post), o zagueiro Paulo Miranda doou sua camisa, autograda pelo elenco tricolor, para ajudar na campanha.
Para concorrer, basta clicar aqui e doar R$ 20 ou mais. É simples, rápido e indolor.
Quem já doou R$ 20 ou mais também está concorrendo.
Quem doou R$ 10 basta complementar o valor.
Não dê bobeira: ajude um tricolor que precisa do seu apoio, e de quebra, concorra a esse prêmio maravilhoso!
Agradeço especialmente ao Paulo Miranda pela ajuda! Mostrou que é tricolor de verdade!
De quebra, aproveite e assista ao vídeo abaixo, no qual Hugo deu uma entrevista para uma rede de tv de Alagoas contando um pouco de sua história:
Infelizmente o tricolor perdeu o clássico no Morumbi. Depois de um gol no começo da partida, sofreu o empate ainda no primeiro tempo, e a virada no fim do jogo, num penalti polêmico em cima de Alexandre Pato. Como não poderia deixar de ser, jogadores e torcida ficaram revoltados com o resultado.
Não entro no mérito do lance que ocasionou o penalti. Acho mais produtivo identificar o que o time fez de errado e que pode ser corrigido daqui pra frente. Tolói, o melhor zagueiro são-paulino, recuou uma bola de forma errada e desnecessária, algo que não se pode fazer contra um time forte que marca a saída de bola.
Entrada da área não é lugar pra ficar girando a bola de um lado pro outro. Fica a lição. Hoje o erro não teve maiores repercussões. Mas num mata-mata de Libertadores, a coisa é diferente…
Entendo a tristeza pela derrota. Ninguém gosta de perder, ainda mais num clássico dentro de casa. Mas não se pode perder a noção do contexto da partida de hoje. O tricolor vive situação delicada na Libertadores e tranquila no Paulista, onde é líder e ja garantiu vaga na segunda fase. Logo, este serve como meio para aquele – e não o contrário.
O jogo de hoje, contra um time competitivo, serviria para Ney Franco aperfeiçoar o time no seu novo esquema, com Carleto, Ganso e Jadson como titulares e Maicon como volante, de olho nas duas partidas que restam da fase de grupo do torneio continental.
E isso aconteceu. O São Paulo fez ótima partida, e merecia a vitória. Cansou de criar ótimas oportunidades de gol, e Ganso, mesmo sem marcar, fez boa partida, algo que não pode ser desprezado por causa do resultado do jogo. Isso que importava.
Claro que uma vitória contra o SCCP daria ânimo para quarta-feira. Mas um resultado atípico (perder jogando bem) não pode desanimar ninguém. Muito pelo contrário, deveria deixar a torcida com boas expectativas. O resto que se dane…
Imagens: Almeida Rocha/Folhapress