Blog do Navarro

Análises e notícias do São Paulo F.C.

Derrota vergonhosa é responsabilidade de Muricy

O São Paulo perdeu o jogo de hoje da pior forma possível: tomou um vareio tático sem sequer conseguir assustar o gol do rival. A diferença entre os dois times é colossal. Não me espantaria se o tricolor repetisse a fracassada campanha de sua última participação na Libertadores.

A opção por Michel Bastos na lateral esquerda e Maicon no meio se mostrou desastrosa. Ficamos com um meio campo lento e Michel subaproveitado.

Tudo bem, o erro faz parte. E o fato de Carlinhos não estar disponível também dificulta, diante da fraca marcação de Reinaldo. Mas a demora em corrigir o erro é que irrita o torcedor. Muricy esperou até os 8 minutos do segundo tempo para alterar a equipe. Difícil entender.

Ninguém no time tricolor se destacou, mas o problema maior está claro: Muricy Ramalho. O vitorioso técnico não está conseguindo dar um padrão tático para a equipe, mesmo tendo um excelente elenco.

As escolhas do treinador são bastante questionáveis, a começar por não aproveitar os jogos do campeonato paulista para treinar a mesma equipe. Em cada partida, testava uma formação diferente. E ontem, contra o SCCP entrou com uma formação inédita. Complicado obter algum entrosamento assim.

O fato é que já faz algum tempo que o time não tem padrão tático. E depois dos investimentos feitos na equipe, não se pode aceitar esse fraco rendimento. Perder faz parte, mas não jogando desse jeito.

Não é a toa que Aidar, acertadamente, não pretende manter Muricy Ramalho após o término do contrato, em dezembro de 2015. Receio que talvez fosse melhor antecipar essa decisão.

O tempo no futebol é muito curto. Hoje temos um grande elenco e estamos numa Libertadores. Esperar 1 ano para trocar de treinador significa perder essa oportunidade.

 

Sobre a polêmica dos ingressos de SCCP X SPFC

Ontem houve uma polêmica envolvendo a venda de ingressos de visitante para o jogo de hoje, contra o SCCP, pela Libertadores da América. O problema seria um suposto favorecimento na venda de ingressos,  e a suposta atuação de quem usufrui dessa venda como cambista. O envolvido no caso é o Kauê Lombardi, conhecido por parte da torcida, que organizou um grupo para ir ao jogo, disponibilizando ingressos.

O Blog do Paulinho inclusive chegou a tratar do assunto, sem, contudo, investigá-lo mais a fundo. Diante da reclamação de alguns torcedores em adquirir ingresso e diante da falta de esclarecimentos mais precisos, resolvi apurar.

Entrei em contato com o Diretor Financeiro, Ricardo Haddad, com o próprio Kaue Lombardi, e com outros sócios, para obter a visão mais precisa possível. Eis o que obtive.

Ricardo Haddad explicou que não é praxe a venda direta pelo departamento financeiro, mas que no caso específico do jogo contra o SCCP, por conta do carnaval, os ingressos ainda não estavam na bilheteria e foi nesse meio tempo que o Kaue  comprou, regularmente, os ingressos, pelo preço normal de R$ 120 cada, fornecendo o nome dos sócios em nome dos quais estava comprando. Ricardo ressaltou ainda que a regra é a venda pela bilheteria e que não se permite nenhum privilégio ou favorecimento, justamente em respeito à torcida.

Outra informação que obtive de terceiros (sócios) sobre o assunto dá conta de que quando o São Paulo é visitante são vendidos  ingressos para os associados no departamento financeiro. E que qualquer associado consegue comprar ingresso regularmente. O problema é que isso não teria muita divulgação, justamente o que pode ter dado certa confusão, já que nem todos os sócios têm conhecimento disso.

A versão de Kauê, por sua vez, consiste no seguinte:  inicialmente ele organizou um grupo de torcedores interessados em ir ao jogo e dividir os custos com o transporte (chegou inclusive a contratar dois ônibus), mesmo sem saber onde ou como os ingressos seriam vendidos.

Num segundo momento, Kauê teria tomado conhecimento da disponibilização dos ingressos no departamento financeiro e comprou ingressos para si e em nome de outros sócios interessados, no valor de R$ 120 cada, repassando aos torcedores que iriam com ele no jogo pelo mesmo valor, sem qualquer lucro.

Qual o resumo da ópera?

Como não há uma certeza sobre como ocorre essa venda, é difícil avaliar a questão. Mas a impressão que tenho é que se trata de uma prática rotineira, informal, não oficializada. Coisa de dia-a-dia do clube, tanto que outros sócios relataram que têm por costume comprar ingressos dessa forma sem maiores problemas.

Não me parece se tratar de privilégio ou um “esquema”, afinal de contas, não foi algo feito exclusivamente para um determinado sócio e sim de forma generalizada a qualquer sócio. Também não se pode dizer que houve atuação de cambista, posto que a venda foi feita no mesmo valor da compra dos ingressos. O que se pode dizer é que quem não é sócio talvez tenha se sentido prejudicado, pois não tem acesso a essa oportunidade.

O que fica claro nessa história é que o ideal, caso se institucionalize a venda nesse formato para jogos fora de casa, é que ela ocorra simultaneamente à venda pela bilheteria uma vez que em jogos disputados, ainda mais de Libertadores, a procura pode ser maior do que a oferta (muito embora a demanda por ingressos na bilheteria hoje tenha sido pequena).

O importante, no fim das contas, é que todo torcedor tenha uma chance justa de comprar seu ingresso.

ps.: desde o meio-dia, foram disponibilizados cerca de 250 ingressos na bilheteria do Morumbi, ao preço de R$ 120 cada, segundo informou Ivan Drago, da rádio Transamerica.

Sobre a polêmica dos ingressos de SCCP X SPFC

Ontem houve uma polêmica envolvendo a venda de ingressos de visitante para o jogo de hoje, contra o SCCP, pela Libertadores da América. O problema seria um suposto favorecimento na venda de ingressos,  e a suposta atuação de quem usufrui dessa venda como cambista. O envolvido no caso é o Kauê Lombardi, conhecido por parte da torcida, que organizou um grupo para ir ao jogo, disponibilizando ingressos.

Blog do Paulinho inclusive chegou a tratar do assunto, sem, contudo, investigá-lo mais a fundo. Diante da reclamação de alguns torcedores em adquirir ingresso e diante da falta de esclarecimentos mais precisos, resolvi apurar.

Entrei em contato com o Diretor Financeiro, Ricardo Haddad, com o próprio Kaue Lombardi, e com outros sócios, para obter a visão mais precisa possível. Eis o que obtive.

Ricardo Haddad explicou que não é praxe a venda direta pelo departamento financeiro, mas que no caso específico do jogo contra o SCCP, por conta do carnaval, os ingressos ainda não estavam na bilheteria e foi nesse meio tempo que o Kaue  comprou, regularmente, os ingressos, pelo preço normal de R$ 120 cada, fornecendo o nome dos sócios em nome dos quais estava comprando. Ricardo ressaltou ainda que a regra é a venda pela bilheteria e que não se permite nenhum privilégio ou favorecimento, justamente em respeito à torcida.

Outra informação que obtive de terceiros (sócios) sobre o assunto dá conta de que quando o São Paulo é visitante são vendidos  ingressos para os associados no departamento financeiro. E que qualquer associado consegue comprar ingresso regularmente. O problema é que isso não teria muita divulgação, justamente o que pode ter dado certa confusão, já que nem todos os sócios têm conhecimento disso. Vale registrar que Julio Casares, vice-presidente, também se manifestou no twitter, afirmando que se trata de venda para sócios.

A versão de Kauê, por sua vez, consiste no seguinte:  inicialmente ele organizou um grupo de torcedores interessados em ir ao jogo e dividir os custos com o transporte (chegou inclusive a contratar dois ônibus).

Num segundo momento, Kauê teria tomado conhecimento da disponibilização dos ingressos no departamento financeiro e comprou ingressos para si e em nome de outros sócios interessados, no valor de R$ 120 cada, repassando aos torcedores que iriam com ele no jogo pelo mesmo valor, sem qualquer lucro.

Qual o resumo da ópera?

Como não há uma certeza sobre como ocorre essa venda, é difícil avaliar a questão. Mas a impressão que tenho é que se trata de uma prática rotineira, informal. Coisa de dia-a-dia do clube, tanto que outros sócios relataram que têm por costume comprar ingressos dessa forma sem maiores problemas.

Não me parece se tratar de privilégio ou um “esquema”, afinal de contas, não foi algo feito exclusivamente para um determinado sócio e sim de forma generalizada a qualquer sócio. Também não se pode dizer que houve atuação de cambista, posto que a venda foi feita no mesmo valor da compra dos ingressos. O que se pode dizer é que quem não é sócio talvez tenha se sentido prejudicado, pois não tem acesso a essa oportunidade.

O que fica claro nessa história é que o ideal, caso se institucionalize a venda nesse formato para jogos fora de casa, é que ela ocorra simultaneamente à venda pela bilheteria uma vez que em jogos disputados, ainda mais de Libertadores, a procura pode ser maior do que a oferta (muito embora a demanda por ingressos na bilheteria hoje tenha sido pequena).

O importante, no fim das contas, é que todo torcedor tenha uma chance justa de comprar seu ingresso.

ps.: desde o meio-dia, foram disponibilizados cerca de 250 ingressos na bilheteria do Morumbi, ao preço de R$ 120 cada, segundo informou Ivan Drago, da rádio Transamerica.

Ceni não merecia a eliminação

Uma chuva torrencial castigou o gramado do Morumbi antes da partida, o estádio ficou sem energia, duas bolas na trave e um escorregão na hora ‘h’. Hoje, definitivamente, não era o dia do São Paulo.

Com o revés, lá se foi a chance do Capitão se aposentar com um título. Foi triste, muito triste.

O time dormiu no primeiro tempo, mas melhorou bastante no segundo. Muricy pecou ao demorar pra tirar Kaka e ao colocar Osvaldo ao invés de Pato. Mas não vale a pena perder tempo discutindo os erros dos jogadores e do técnico. Eles aconteceram, mas a derrota foi do jogo.

E disputa por penaltis é assim mesmo. Eu até conseguiria aceitar essa eliminação se não fosse a entrevista de Ceni depois do jogo. Doeu na alma ver o nosso Capitão tão sentido com a derrota. Ele, como sempre, queria e muito ser campeão. Sou até capaz de apostar que ele não havia garantido ainda sua aposentadoria justamente por conta da chance de título. Ele sabe como é importante se despedir do futebol sendo campeão.

Enfim, que Aidar continue sua boa gestão e capriche nos reforços para o ano que vem – dentre eles, um novo gramado. E que Ceni adie sua aposentadoria, muito embora um título da Libertadores seja sempre mais difícil do que tudo.

O São Paulo não pode depender de cotas de tv e patrocinador master para sanar suas finanças

Não é novidade que o tricolor paulista passa por dificuldades financeiras. É fato que a ausência de um patrocinador master contribui bastante para esse quadro, mas existem outras possibilidades de engordar os cofres do clube. Os exemplos de Atlético Mineiro e Internacional comprovam isso.

O Colorado tem mais de 106 mil sócios torcedores (quase 2% de sua torcida), e ganha cerca de R$ 40 milhões por ano com isso. O Galo, por sua vez, consegue o mesmo valor com as ótimas vendas do pay per view, chegando até mesmo ao ponto de abrir mão dos jogos na tv aberta.

O detalhe é que se tratam de dois times que ganham bem menos que o SPFC de cota de tv, e que tem se virado muito bem com essas alternativas. Evidente que nenhuma das duas são tão fáceis nem simples assim, até porque dependem do comportamento do consumidor são-paulino. Mas para quem tem a terceira maior torcida do país, era de se esperar mais.

Esses casos mostram que já se foi o tempo em que só se vivia de patrocínio master e cota de tv. Nos exemplos citados, Galo e Inter ganham bem mais, respectivamente, com sócio torcedor e pay per view do que com patrocinador master. Confesso que ainda espero uma medida inovadora de Aidar nesse sentido, pois a única medida “diferente” até agora para incrementar as receitas foi a questionável parceria com o site Busca Serviços Digitais.

A propósito: sobre as cotas de tv, sabe-se que Aidar tem tentado melhorar os ganhos do tricolor. Não sei se há chances reais disso acontecer. Mas pelo menos temos uma novidade nessa equação: Marcelo Campos Pinto, que ajudou a implodir o Clube dos 13, não é mais o todo poderoso do departamento de esportes da emissora, que agora tem Roberto Marinho Neto no comando. Espero que com ele, o SPFC tenha mais sorte.

ps.: o blog ficou fora do ar alguns dias, mas o problema já foi solucionado. Peço desculpas pelo incômodo.

Racha entre Aidar e Juvenal provocará mudanças na Diretoria e no Conselho

O clima político no São Paulo esquentou ainda mais. Carlos Miguel Aidar demitiu Juvenal Juvêncio, que agora chama o atual presidente de “traidor”.

Um detalhe, porém, só agora foi revelado: o estopim da crise. Segundo PVC, o problema todo explodiu de vez por conta do vazamento de um suposto favorecimento de Aidar à empresa Serveng, que faria a reforma do Morumbi. Aidar teria atribuído ao ex-presidente o tal vazamento – mas de acordo com PVC, Juvenal não seria o responsável pelo fato.

Mais importante do que os motivos do racha, contudo, são as consequências dele. Pelo visto, teremos mudanças tanto na parte administrativa do clube quanto no equilíbrio de forças do Conselho.

De acordo com reportagem da ESPN, os dirigentes mais fiéis a Juvenal devem sair (tal como Roberto Natel). E outros vão permanecer, compondo uma espécie de novo bloco político (a exemplo de Julio Casares e Ataíde Gil Guerreiro).

As mudanças de poder no Conselho Deliberativo, por sua vez, se confundiriam com a motivação do embate. Aidar teria planejado o rompimento num ato de aproximação da oposição, viabilizando a aprovação da reforma do Cícero Pompeu de Toledo. Juvenal, por outro lado, pode engrossar o caldo contra Aidar, tornando-se oposição e dificultando a vida de seu ex-aliado.

Não sei afirmar se a empreitada de Aidar dará certo, pois Juvenal, em tese, tem maioria no conselho.  Sei apenas que instabilidade política sempre preocupa. Quero e muito o Morumbi reformado. Assim como também não quero que essa turbulência atrapalhe o futebol, que hoje está muito bem.

Embate público entre Aidar e Juvenal prejudica e muito o São Paulo

Confesso que até agora tenho gostado e muito da gestão de Carlos Miguel Aidar. Tem feito uma mistura de ousadia e responsabilidade que muito me agrada, reduzindo custos operacionais sem, contudo, cortar os investimentos no time (depois de Kardec, deve gastar uma boa grana por Wesley, por exemplo).

Com isso, ele segue a máxima de não deixar de investir no time, uma vez que o sucesso da equipe se reverte em mais recursos para o clube. Isso sem contar o ambicioso e interessante projeto que ele tem em mente para a reforma do Morumbi.

Aidar, contudo, tem pecado em um detalhe: a falta de tato político. Questão que já era motivo de crítica no governo de Juvenal, continua sendo agora. E confesso que nesse ponto, eu esperava mais do atual mandatário. Digo isso porque ele tem um histórico de liderança de muito sucesso, principalmente quando comandou a criação do Clube dos 13. Aidar, inclusive, era a minha esperança para a Globo mudar seu sistema de valores de direitos de tv (se bem que parece ter havido uma vitória do clube nesse assunto, mas não foram mencionados valores).

Entretanto, toda essa expectativa começou a ser frustrada com a reação equivocada de Aidar às críticas de Paulo Nobre depois da contratação de Kardec. Me arrisco a dizer que toda a imprensa esportiva e até mesmo boa parte da torcida palmeirense reconheciam, na época, que a perda do jogador se deu mais por um ato de incompetência de Nobre do que pelo interesse do tricolor paulista.

Bastava, portanto, Aidar ter se defendido mostrando que agiu conforme o mercado e o problema estaria solucionado. Mas não: ele foi além ofendeu a instituição rival, que acabou rompendo relações com o clube do Morumbi. Não é a toa que presidentes de clubes adversários, que também viam em Aidar um potencial líder, se decepcionaram, fazendo o presidente tricolor desistir de trabalhar por medidas de união entre os clubes. Faltou, portanto, uma certa dose de diplomacia.

E ao que parece, Aidar comete o mesmo erro ao criticar publicamente os erros da gestão de seu (ex) aliado, Juvenal Juvêncio. Primeiro porque expõe o clube negativamente, tratando de questões que somente deveriam ser abordadas internamente. E em segundo lugar, e mais grave, cria uma grave situação de instabilidade política.

Captura de Tela 2014-09-11 às 12.11.51Evito adentrar no mérito das críticas de Aidar ou da resposta de Juvenal – até porque desconfio que esse embate tem menos a ver com a gestão de Juvenal e mais a ver com outros assuntos, mas esse não é o ponto.

É fato que Juvenal cometeu muitos erros, principalmente em seu último mandato: contratou, por exemplo, pencas de jogadores sem qualidade, que até hoje oneram a folha de pagamento do clube. Isso sem falar no contrato de patrocínio master com a Semp Toshiba que durou apenas até o meio do ano, deixando o clube numa situação bem delicada no meio da temporada.

Mas também é fato que Aidar estava ao seu lado o tempo todo, inclusive bancando o famigerado terceiro mandato, tendo inclusive feito muitos elogios a Juvenal durante a campanha à presidência.

O problema é mais sério do que parece, uma vez que Juvenal Juvêncio tem grande influência sobre o Conselho Deliberativo. E isso pode deixar o atual presidente sem governabilidade. Reportagem do Guilherme Palenzuela, no Uol, sobre o assunto reforça essa tese, ao mostrar que Aidar está ficando isolado politicamente:

“As palavras de Aidar iniciaram profunda desestabilização política no São Paulo a partir desta quarta-feira, e a obra do Morumbi serve de exemplo: para modernizar o estádio, Aidar precisa da aprovação do conselho deliberativo, algo que, depois das intensas críticas a Juvenal, é praticamente impossível de acontecer. O São Paulo rachou politicamente e agora passará por processo de instabilidade que não via há pelo menos dez anos“.

Como se nota, podemos ter grandes prejuízos, mais uma vez lutando muito por uma reforma no Morumbi para depois vê-la morrer no Conselho. Isso sem contar que o bom rendimento do time acaba dividindo espaço na imprensa esportiva com esse tipo de notícia, o que não é nada bom para a instituição. Entendo que teria sido muito melhor ter tratado desse assunto de uma forma mais discreta.

O fato é que Aidar precisa evitar esses atritos – e de preferência, usar de toda diplomacia disponível para dar um fim nessa grave situação e continuar a fazer o bom trabalho que tem feito num ambiente de paz de tranquilidade.

Dá gosto ver esse São Paulo jogar

É impressionante como o São Paulo tem agradado com o estilo de jogo com muita troca de passes (certos) e uma facilidade absurda de chegar à meta adversária. Não é a toa, o SPFC tem tido sempre grande posse de bola, de fato lembrando o famoso ‘tiki taka’ do Barcelona. “Imita” tanto o time de Messi, que sequer arrisca chutes de fora da área: prefere ficar tocando até conseguir um espaço realmente bom para arriscar o chute a gol.

E o mais incrível de tudo isso é a importância de Kaká para o time. Que jogador extraordinário. Com ele, por exemplo, Pato simplesmente deslanchou. Como bem observou PVC, quase 60% dos gols de Pato no SPFC aconteceram depois da chegada do meia. Lembremos que antes disso, Pato ainda estava sendo bastante questionado no tricolor.

Uma pena que fique tão pouco tempo no São Paulo…

IMG_0030Considerando o quarteto ofensivo, formado por Kaká, Ganso, Kardec e Pato, as estatísticas não mentem: 6 jogos, 6 vitórias. Mais uma vez recorro aos números trazidos por PVC:  nesses seis jogos, o tricolor estufou a rede 14 vezes! São 2,3 gols por partida! Nesse ritmo é bem provável que superemos o ataque cruzeirense como o melhor do torneio.

O time fica tão forte e tão poderoso, que mesmo com a zaga dando bobeira, conseguem reverter o problema, tal como aconteceu ontem.

Depois de ver o jogo contra o Botafogo no Mané Garrincha, pensei comigo mesmo: pagaria novamente e com gosto o (caro) ingresso, depois dos 4 gols e de algumas defesas milagrosas de Ceni.

PS: já passou da hora da Diretoria analisar a possibilidade de mandar jogos em Brasília. Se com o ingresso a R$ 80 reais, num jogo às 22h, colocamos quase 25 mil torcedores no Mané (digo que colocamos porque a esmagadora maioria era da torcida são-paulina), imaginem num final de semana com ingressos baratos…

Exclusão do Grêmio da Copa do Brasil é absurda

Eis que a Justiça Desportiva excluiu o Grêmio por conta dos atos de injúria racial cometidos por meia dúzia de torcedores gaúchos contra o goleiro Aranha. Apesar do tema não envolver diretamente o SPFC, ele atinge todos os clubes – e pode inclusive envolver o tricolor paulista no futuro. 

Por isso, vou tratar do tema, que tanto me incomoda. Depois de ver vários times serem punidos com perda de mando de campo por conta de 1 torcedor imbecil que jogou algum objeto no campo, agora um time foi excluído de uma competição por algo semelhante: uma imbecilidade cometida por um grupo minoritário de torcedores idiotas.

A diferença é que um ato racista é muito mais grave do que o arremesso de objetos ao campo. Entretanto, não faz sentido, por conta dessa gravidade, punir duramente uma instituição que nada tem a ver com o problema. Inclusive gostei muito da abordagem do tema pelo jurista Walter Maierovitch, no Blog do Juca (leia aqui). Ele, com outras palavras, defendeu o que agora estou defendendo.

Grosso modo, acredito que duas são as premissas mais comumente utilizadas para embasar esse tipo de punição: 

1. É preciso uma ação mais dura do que o normal para demonstrar verdadeiro repúdio ao racismo;

2. Punindo o clube, os torcedores pensarão duas vezes antes de repetir o erro;

Ambas não poderiam estar mais equivocadas. Que é preciso combater o racismo com força e determinação, ninguém questiona. Mas é preciso cuidado para não tomar decisões meramente bem intencionadas, mas de cunho político, sob o risco de causar uma injustiça – e foi exatamente isso que aconteceu no caso do Grêmio. A punição dura e exemplar deveria ser em cima dos torcedores que cometeram o delito e jamais sobre o clube ou sobre o restante da torcida.

A segunda premissa é o maior engodo que já vi, pois ele também é colocado à prova no caso de torcedores que arremessam objetos ao campo. Vários clubes já foram punidos e isso nunca, jamais causou um efeito educativo no torcedor bocó. Pelo contrário, isso causa apenas um sentimento de revolta e injustiça por parte do clube e seus torcedores.

Resultado: os inocentes (os clubes e 99,9999999% da torcida) acabam pagando o pato por conta de atos isolados de uma minoria minúscula. E isso, meu caro leitor, não pode ser considerado Justiça.

Eu mesmo, sempre que vejo o SPFC sendo punido nessas situações de brigas de torcida ou objetos arremessados ao campo, fico indignado em saber que os verdadeiros culpados não sofrem sanções, e ao mesmo tempo, eu e todo o restante da torcida vemos o clube que amamos pagar por isso.

Voltando ao caso do Grêmio, fico feliz em saber que os torcedores que atacaram Aranha estão  não apenas sendo responsabilizados criminalmente mas também estão sendo reprimidos pela sociedade, que demonstra todo seu repúdio pelo que aconteceu. Resultado: o torcedor que pisou na bola vai ter uma baita dor de cabeça com a Justiça, provavelmente terá que se mudar e ainda ficará impedido de voltar a ver os jogos do tricolor gaúcho no estádio.

Isso seria mais do que suficiente para dar uma solução razoável ao problema. Mas ao punir quem nada fez de errado, acaba-se cometendo uma injustiça para resolver outra injustiça. O caminho, definitivamente, não é esse.

 

São Paulo pode ter novo fornecedor de material esportivo

Under Armour é responsável pelo uniforme do Tottenham

Semana passada, Paulo Pontes, do Tricolor na Web, forneceu muitas informações interessantes sobre uma possível mudança no fornecedor de material esportivo do São Paulo. Segundo ele, a Penalty teria manifestado interesse em encerrar o contrato no final desse ano, antecipando assim o que somente ocorreria em dezembro 2015.

Diante disso, o clube estaria procurando interessados no mercado, e, ainda segundo Pontes, tem mantido conversas adiantadas com três empresas, dentre elas, Puma e Adidas. É possível que a terceira empresa seja a americana Under Armor, conforme entrevista do Diretor de Marketing Ruy Barbosa ao Lancenet: “O São Paulo fala com todo mundo sempre Under Armour, Adidas… A gente está sempre conversando, mesmo porque o contrato para 2016 tem que ser discutido já” (notem que não é certeza o rompimento do contrato com a Penalty. Nesse caso, o novo fornecedor ficaria para 2016 mesmo).

Nessa aparente disputa pela camisa são-paulina, parece que a Adidas tem boas chances de sair vitoriosa. Ao menos é o que afirmam Paulo Pontes (na reportagem mencionada) e Sonia Racy, do Estadão, em matéria publicada hoje.

Uma das vantagens de um novo fornecedor é que provavelmente não será tão contestado pela torcida como foi a Penalty – que não foi tão bem em 2013, mas evoluiu consideravelmente em 2014.

Noves fora as questões estéticas envolvidas, acredito que o mais importante sobre o tema é a questão financeira – ainda mais considerando-se que a Penalty não paga um valor (em pecúnia) tão elevado ao SPFC. E no cenário atual, com uma folha salarial elevada e dificuldade em se conseguir um patrocinador master, não se pode deixar de lado essa importante fonte de receita. Em síntese: mais importante do que saber quais empresas podem confeccionar a camisa tricolor é saber quanto que elas estariam dispostas a pagar por isso.

Por fim, uma questão curiosa chama atenção: Paulo Pontes também afirma que as empresas interessadas não abrem mão de uma terceira camisa – e mais: o Conselho estaria disposto a aceitar esta imposição. Depois do sucesso da camisa vermelha, creio que seria uma medida interessante para o SPFC.

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